Médicos cobram posicionamento do CREMERJ em relação à invasão de serviços de saúde pelo vereador Gabriel Monteiro

Nesta quarta-feira (13/10), na cidade do Rio de Janeiro, representantes da Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia (ABMMD), Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares (RNMP) e do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sinmed/RJ) entregaram no Conselho Regional de Medicina (CREMERJ) uma carta de denúncia às ações perpetradas pelo vereador Gabriel Monteiro.

Na última semana, o vereador adentrou as instalações do Instituto Municipal Phillippe Pinel (IMPP) acompanhado de “assessores”, sem autorização
prévia da direção da unidade , filmou pacientes e profissionais sem consentimento, colocou as imagens nas suas redes sociais, constrangendo a todos que ali estavam.

Em encontro com o diretor do CREMERJ Yuri Salles, a carta foi protocolada e foi solicitado um posicionamento firme do Conselho com relação às ações do vereador.

Leia a carta completa:

“Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2021

A Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia – Núcleo do Rio de Janeiro
(ABMMD RJ), a Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares (RNMP – Núcleo RJ) e Sindicato
dos Médicos do Rio de Janeiro solicitam ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro
(CREMERJ) posicionamento público, firme e contrário ao ataque feito pelo vereador Gabriel
Monteiro ao Instituto Municipal Phillippe Pinel (IMPP).
Repudiamos frontalmente o desrespeito e agressividade com a qual o vereador conduziu o que
chamou de “inspeção”.
O vereador adentrou as instalações do IMPP acompanhado de “assessores”, sem autorização
prévia da direção da unidade , filmou pacientes e profissionais sem consentimento, colocou as
imagens nas suas redes sociais, constrangendo a todos que ali estavam.
O que houve no IMPP não foi inspeção, mas agressão, desrespeito, intimidação, ameaça aos
médicos, médicas e demais profissionais da saúde que exerciam suas funções, acolhendo e
cuidando dos pacientes segundo os princípios norteadores do SUS.
A Diretoria do IMPP já se posicionou de forma veemente contra a atitude do parlamentar.
Ressalte-se que a invasão citada ocorreu ainda com porte de arma dentro das enfermarias, o
que junto à postura violenta utilizada, arguindo pacientes psiquiátricos e incitando conflito dos
mesmos, em situação de crise, com a equipe, prejudica sua saúde mental e os faz retroceder
em seu tratamento. Caracteriza-se, assim, como uma atitude perversa e de assédio
psicológico.
Aguardamos um pronunciamento firme da direção do CREMERJ, que seja contrário à atitude
nefasta desse vereador, e assim defenda o exercício da medicina de acordo com os elevados
padrões éticos e garanta a segurança dos profissionais que a exercem, para que atitudes como
essa não se repitam com base na omissão deste Conselho.”

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