PAULO FREIRE: 100 ANOS DE LEGADO

PAULO FREIRE deixou um grande legado para a educação e para os movimentos populares mundo a fora! No dia de hoje, fazemos mais uma homenagem aos saberes e métodos deixados pelo nosso Patrono da Educação Brasileira. Viva Paulo Freire!!!

Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921 em Pernambuco. Presenciou sérias consequências da crise econômica mundial de 29 para a classe trabalhadora, como o aumento das desigualdades sociais, fome, desemprego e falta de acesso aos direitos básicos.

Tornou-se educador e construiu métodos que incentivavam educandos a exercerem um olhar critico sobre a própria educação, o mundo e a vida. Um fato histórico foi quando realizou processo de alfabetização de mais de 300 adultos em apenas 45 dias.

Destacou-se por seu trabalho na educação popular, voltada tanto para a escolarização quanto para formação de consciência política. O educando assimilaria o objeto de estudo fazendo uso de uma prática dialética com a realidade: criaria sua própria educação, fazendo seu próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído.

Por priorizar uma educação libertadora para a população oprimida, em 1963 foi nomeado diretor do Programa Nacional de Alfabetização do Brasil, mas foi preso após um golpe militar em 1964. Foi para o exílio, retornando em 1979.

No início dos anos 80, integrou o Partido dos Trabalhadores (PT) , tendo sido Presidente da 1ª Diretoria Executiva da Fundação Wilson Pinheiro, além de Secretário de Educação da Prefeitura Municipal de São Paulo na gestão petista de Luiza Erundina (1989-1992).

Autor de Pedagogia do Oprimido e Pedagogia da Autonomia, entre muitos outros títulos importantes, foi o brasileiro mais homenageado da história e recebeu diversos prêmios, incluindo da UNESCO. Em 13 de abril de 2012 foi sancionada a Lei nº 12 612, que declara o educador Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira.

“Só existe saber na invenção, na reinvenção, na busca inquieta, impaciente, permanente, que os homens fazem no mundo, com o mundo e com os outros.” (Freire, 1987).

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